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Vale do Amor

Depois de meses de muito frio e chuva em Petrópolis, enfim, o sol apareceu! O céu estava bem tímido em meio às nuvens, ainda assim, aproveitamos para visitar o Vale do Amor, que pra nós, é um dos lugares mais lindos da cidade!

Quando estive em Petrópolis pela primeira vez, foi o lugar que Thiago me levou para conhecer. Estava tudo no começo, ou seja, bem menor do que é hoje. Então, queríamos conhecer os novos jardins que foram construídos no último ano.

O sol não poderia ter vindo em momento melhor, afinal, foi exatamente no dia do meu aniversário que voltamos ao Vale do Amor. Aliás, considerei como meu presente!

Mallê no Vale do Amor
Presente de aniversário: dia sem chuva e passeio no Vale do Amor | Foto: Thiago Kling

O que é o Vale do Amor?

O Vale do Amor é um grande jardim, dividido em vários ambientes, cada um dedicado a uma religião. Em outras palavras, é um santuário ao ar livre.

O espaço foi idealizado e criado por Sérgio Fecher, nas terras que eram de seus avós. Na infância, ele passava férias na casa deles, e relata que sentia sempre uma paz muito grande. Decidiu comprar o terreno, e transformá-lo no que vem se tornando aos poucos: o local de encontro de todas as fés, convivendo harmonicamente. A utopia do respeito às diferenças.

Espaços

A área dedicada ao catolicismo é chamada de “Santuário Francisco e Clara”. Para chegar até ele, passamos por um caminho todo cercado por bromélias.

Caminho até o santuário Francisco e Clara, no Vale do Amor.
Caminho que leva até o Santuário Francisco e Clara | Foto: Mallê

Chegando lá, os nossos olhos até brilharam! É provável que eu não consiga descrever, e que as fotos não sejam fiéis; simplesmente lindo! Banquinhos feitos de pedra e um altar. Ao fundo, a montanha. É incrível o cuidado em cada detalhe.

Santuário Francisco e Clara, no Vale do Amor.
Santuário Francisco e Clara, no Vale do Amor | Foto: Mallê

Os jardins budistas são maravilhosos! Existe um longo corredor, de chão verde como um tapete, com várias estátuas douradas. Tem banquinhos, e uma vista privilegiada de outros jardins, já que está no alto.

Jardins Budistas no Vale do Amor
Beto e Thiago nos Jardins Budistas | Foto: Mallê

Vários elementos de estilo oriental fazem parte da decoração, como luminárias e pontes. Há também um Torii, grande símbolo xintoísta (religião japonesa), que indica a entrada de um lugar sagrado.

Ponte com estilo oriental, no Vale do Amor
Ponte com estilo oriental, entre os jardins budistas | Foto: Mallê
Tori, na entrada do jardim budista | Foto: Arquivo Pessoal

Por ser afastado da cidade, tudo é muito silencioso. Os sons que podem ser ouvidos, vêm da mata. Passarinhos, macacos, além da água correndo entre as pedras, na cachoeira do espaço da Umbanda, onde está a imagem de Iemanjá.

O paisagismo foi delicadamente pensado, de modo que as plantas de cores diferentes formem desenhos nos jardins. É o caso do grande Ying Yang no gramado, ou do símbolo “Om” próximo ao laguinho.

Jardim Budista no Vale do Amor.
No jardim budista, o símbolo Om no gramado | Foto: Mallê

Estrutura

Além dos jardins para visitação, o Vale do Amor conta apenas com banheiros, e uma pequena lojinha de estátuas. Não há restaurante ou lanchonete por perto.

A entrada só pode ser paga em dinheiro, pois não há maquininha de cartão no local. Certifique-se de sacar na cidade, também não há caixa ou banco por lá. 

Como chegar?

O Vale do Amor fica um pouco afastado do centro da cidade, mas chegar lá é bem fácil. Sinalizamos a localização no mapa abaixo, e deixamos algumas dicas.

Se for de carro, fique atento aos últimos dois quilômetros do caminho. Alguns trechos estão calçados, mas a maioria é de terra. Em determinados pontos, há buracos e acaba “pegando” o fundo do carro. Se for após muita chuva, pode ser bem difícil subir, por ser íngreme e formar uma lama muito escorregadia.

Se for de ônibus, pegue a linha 122 (Fazenda Inglesa), do lado esquerdo da rodoviária do centro de Petrópolis, em frente ao Bar Amarelinho. A passagem custa R$ 4,20. Desça no ponto final. Os 2 km finais são feitos à pé. Como dito acima, é uma subida íngreme, mas devagarzinho vai! Na volta, é só descer até esse mesmo ponto e pegar o 122 para o centro.

Nós optamos por ir de Uber. Saindo de onde estávamos (Museu de Motos, no bairro Mosela), a corrida deu R$ 17. Como estávamos em três pessoas, compensou bastante, já que deu quase o mesmo valor das passagens de ônibus, e não precisamos caminhar o último trecho. Voltamos de ônibus.

Programe-se!

O Vale do Amor pode ser visitado todos os dias (com exceção de algumas terças), de 8 às 17h. É cobrada uma taxa de R$8,00 por pessoa, para a manutenção do local, e construção dos novos templos.

Mais informações no site do Vale do Amor.

Mineira do Vale do Jequitinhonha, é apaixonada por tradições populares. De alma nômade e pés inquietos, sonha poder conhecer o mundo todo e suas diversas manifestações culturais.

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