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Prédios de Belo Horizonte ganhando a cor laranja durnte o pôr do sol.

A princípio, pra quem olha de fora, Belo Horizonte pode parecer uma metrópole como tantas outras: cinza e apressada. Mas basta um olhar mais atento para perceber que a cidade faz jus ao nome, e guarda belezas singulares! Listamos cinco detalhes da capital mineira que nos ganharam logo no primeiro contato: amor à primeira vista!

Cinco detalhes que nos encantaram em Belo Horizonte

01. Cidade Jardim

Caminhar pelas ruas sob sombra fresca tem seu valor, ainda mais quando o verão se aproxima! Em BH existem gigantescas árvores por toda parte, que às vezes se encontram no topo de suas copas, formando lindos “túneis verdes”.

Ruas de BH onde árvores formam túneis verdes

Praça José Mendes Júnior, em Belo Horizonte | Foto: Thiago Kling

Desde suas primeiras décadas, já era chamada de Cidade Jardim. Isso porque Belo Horizonte foi planejada, e teve sua planta inspirada em cidades importantes do mundo; dentre elas, Paris, que influenciou principalmente na criação dos jardins ornamentais.

Embora não tenha mais a mesma área verde de quando foi projetada pelo engenheiro Aarão Reis, a cidade ainda mantém grande parte de suas vias bem arborizadas, com canteiros de flores, 75 parques, mais de 750 praças e jardins, dentre outras áreas verdes de livre acesso à população.

São atualmente cerca de 38 milhões de metros quadrados de áreas vegetadas! Uma curiosidade é que segundo o parâmetro mundial, para que exista equilíbrio entre oxigênio e gás carbônico, uma cidade deve ter aproximadamente 12 m de área verde por habitante. A saber, aqui são 14 m por habitante!

02. Os Ipês

Esse quesito poderia muito bem ficar junto ao item acima, mas quem já esteve por aqui no inverno e viu os ipês floridos, sabe que eles merecem um capítulo à parte. São um espetáculo!

Ipê rosa florido em Belo Horizonte

Ipês rosa na bairro Barro Preto | Foto: Mallê

Com as mais variadas cores eles mostram que tamanho não é documento: ainda que sejam mudinhas pequenas, ou recém-plantadas, já dão o ar da graça, sem se deixarem intimidar pelas imponentes árvores mais antigas.

Tão lindo quanto ver os galhos completamente cobertos de flores, é a chuva delas caindo a convite do vento. Calçadas, praças, carros, ruas… tudo ganha vida com a florada dos ipês!

Ipê amarelo florido em Belo Horizonte

Ipê amarelo no Bairro Funcionários em Belo Horizonte | Foto: Mallê

03. Atrações Turísticas e Eventos Gratuitos

Todas as semanas, diversas páginas voltadas à divulgação de eventos em Belo Horizonte ficam lotadas de programações. Dessa forma, torna-se quase impossível acompanhar tudo! BH possui um imenso leque de atrações turísticas, museus, festivais, feiras, exposições e shows… tudo de graça!

O grande problema é, sem dúvida, conciliar a agenda e escolher em qual deles ir, quando acontecem na mesma data.

Exposição temporária em praça pública de BH

Exposição Jardins Móveis, dos artistas Rosana Ricalde e Felipe Barbosa | Foto: Thiago Kling

Maquete da vila que deu origem a Belo Horizonte, em exposição gratuita no Museu Abílio Barreto

Acervo do Museu Abílio Barreto, que oferece programação e visitação gratuita | Foto: Mallê

04. Grafittes

Seja no alto de edifícios, seja debaixo dos viadutos… Muros, paredes cegas ou postes… Independente do bairro, pelas ruas de Belo Horizonte, em todo lugar existe graffite!

Grafitte de um palhaço na estação de metrô em Belo Horizonte

Grafite na Estação de Metrô Santa Efigênia | Foto: Mallê

Alguns deles são bastante famosos, como por exemplo o incrível painel na saída da Estação Central de Metrô para a Rua Sapucaí. É impossível passar pelo local sem parar para admirar a homenagem à cantora Elza Soares, feita pela Crew Minas de Minas, composta por quatro grafiteiras: Krol, Musa, Nica e Viber.

Graffite em homenagem a Elza Soares, na estação de metrô em Belo Horizonte

Graffite homenageia Elza Soares na Estação Central de Metrô | Foto: Thiago Kling

Ainda na Sapucaí, é possível observar os gigantescos painéis feitos durante o Cura, um festival que contou com a pintura simultânea de laterais cegas de prédios do hiper-centro belo-horizontino.

Pinel graffitado durante o Festival Cura em Belo Horizonte

Painel por Acidum Project, visto da Rua Sapucaí | Foto: Thiago Kling

Painel graffitado em parede cega, em Belo Horizonte

Painel da artista Priscil Amoni | Foto: Thiago Kling

E quem nunca se deparou com um Bolinho pelas ruas da cidade? Certamente você já o viu. O carismático personagem de Maria Raquel ganhou o coração de todos. Figuras conhecidas ganham suas versões cupcake pelos muros, colorindo os mais diversos cenários. Existe até mesmo quem se aventure na Caça aos Bolinhos (que Gilberto indica como uma das coisas para se fazer com crianças em BH).

Graffite do Bolinho usando celular e redes sociais

Bolinho, no Bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte | Foto: Mallê

Bolinho Executivo usando gravata, maleta e olhando no relógio.

Bolinho Executivo, na Avenida Bias Fortes | Foto: Thiago Kling

Existem hoje diversos projetos de incentivo ao graffite em Belo Horizonte. Como resultado, a cidade tem se tornado cada vez mais viva através da arte que estampa os caminhos, ruas e vielas da capital.

05. As Cores do Pôr do Sol

No fim da tarde, a cidade se modifica e ganha cores mágicas! O laranja que avança devagar no céu pode ser visto de diversos lugares, seja entre os prédios, seja numa vista panorâmica de algum dos muitos mirantes de Belo Horizonte. Dá pra entender o porquê da cidade se chamar assim né?!

Silhueta e dois homens assistindo ao pôr do sol no mirante.

Mirante do Parque Municipal Professor Amílcar Viannaem BH | Foto: Thiago Kling

Pôr do sol visto do tablado de madeir do Parque Professor Amílcar Vianna

Pôr do sol visto do mirante do Parque Professor Amílcar Vianna | Foto: Mallê

Ademais, sabemos que isso é apenas uma pequena amostra de tudo o que BH tem. No entanto, mesmo em uma primeira visita, já é possível morrer de amores por esse lugar. Vale a pena passear com calma, afinal, há muito mais para se fazer e descobri na capital do pão de queijo!

Mineira do Vale do Jequitinhonha, é apaixonada por tradições populares. De alma nômade e pés inquietos, sonha poder conhecer o mundo todo e suas diversas manifestações culturais.

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